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O dia do vencimento decide boa parte do atraso antes de qualquer lembrete. O que considerar na hora de escolher, e por que oferecer mais de uma opção.
Muita empresa escolhe o dia de vencimento pelo próprio caixa: todo mundo no dia 10, porque é quando as contas da empresa vencem. Faz sentido para quem recebe, e ignora a outra metade da conta, que é quando o cliente tem dinheiro.
Quem é assalariado costuma receber no começo do mês, alguns com adiantamento no meio. Aposentados recebem numa escala própria. Empresas pagam fornecedores em datas fixas. Um vencimento logo depois do dia em que o dinheiro entra tem muito mais chance de ser pago no prazo do que um que cai na semana mais apertada.
Deixar o cliente escolher entre, por exemplo, dia 5, 10, 15, 20 e 25 resolve a maior parte dos casos. Mais do que isso bagunça o seu fluxo de caixa sem ganho real. E evite os dias 29, 30 e 31: fevereiro existe, e um vencimento que muda de data conforme o mês é reclamação garantida.
Decida antes o que acontece quando o vencimento cai num domingo: vale o dia útil seguinte, o anterior, ou fica a data original? Qualquer regra funciona, desde que seja a mesma para todos e esteja escrita no contrato. O que gera atrito é o cliente pagar na segunda-feira e receber cobrança de atraso.
Quando um cliente bom começa a atrasar sempre alguns dias, a solução mais barata costuma ser perguntar se outra data ajuda. Trocar o vencimento do dia 5 para o 15 custa uma mensagem e pode acabar com o atraso de vez.
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