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Quem vende internet de bairro convive com um patamar de atraso que não zera. O que dá para prever, o que dá para reduzir e o que é só custo do negócio.
Provedor pequeno tem uma combinação difícil: custo fixo alto, mensalidade baixa e cliente que mora perto. Quando alguém atrasa, você conhece a pessoa — às vezes é o vizinho.
Nada disso precisa de ferramenta sofisticada para ser visto: precisa de registro. Se você não guarda quando cada parcela foi paga, não tem como enxergar padrão nenhum — e cada mês parece um acontecimento isolado.
A parte que é esquecimento, que costuma ser a maior. Aviso antes do vencimento com o pagamento junto resolve boa parte dela, e não custa quase nada para fazer.
E a parte que é vencimento mal escolhido. Cliente assalariado com vencimento no dia 28 atrasa por aritmética, não por falta de vontade. Deixar o cliente escolher o dia, na contratação, é barato e evita meses de atrito.
Sempre vai haver quem sai da cidade, quem perde o emprego, quem simplesmente para. Tentar zerar isso com mais pressão costuma custar mais em cliente bom irritado do que se recupera em cliente ruim.
O que dá para fazer é enxergar rápido e cortar no prazo combinado. Prejuízo pequeno e conhecido é administrável; o que quebra provedor é a carteira grande em aberto que ninguém olhou.
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