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Internet, academia, escola, sistema: o serviço não acaba em doze meses, mas o carnê acaba. Como cobrar uma mensalidade que só para quando o cliente sai.
Boa parte de quem cobra todo mês vende uma coisa que não tem fim marcado. A internet de outubro é a mesma de setembro. A academia continua aberta em janeiro. Mesmo assim, a cobrança costuma ser montada como se tivesse prazo: um carnê de doze parcelas, e depois alguém precisa lembrar de fazer outro.
Esse "alguém precisa lembrar" é onde a receita vaza. O carnê acaba num mês corrido, ninguém gera o próximo, e o cliente passa um ou dois meses sem receber boleto. Parte paga quando percebe. Parte não percebe nunca.
O erro comum é usar o primeiro para resolver o segundo. Funciona, mas pede manutenção: renovar, reimprimir, reenviar. E cada renovação é um momento em que o cliente olha o valor de doze meses somado e repensa se quer continuar.
Na mensalidade sem prazo, a conta de cada mês aparece alguns dias antes do vencimento. Dez dias é um bom padrão: dá tempo de o cliente receber, se organizar e pagar, sem que o boleto fique esquecido semanas na caixa de entrada.
Isso também resolve o reajuste e a troca de plano. Como cada mês é gerado na hora, a cobrança seguinte já sai com o valor novo. Não há carnê antigo circulando com o preço errado.
Com isso claro, o encerramento vira um evento simples: o contrato é encerrado e a próxima cobrança simplesmente não nasce. Nada de cancelar parcelas futuras de um carnê que já estava na mão do cliente.
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